Branding e o Tempo Presente

Meio & Mensagem

Qual é a importância do passado num cenário em cujo futuro pode acontecer de tudo, menos a projeção do passado? Para que serve a memória num ambiente em que “performance passada não é garantia de resultados futuros”, como afirmam os anúncios de fundos de investimento? Qual é o papel estratégico da memória empresarial na gestão da empresa num cenário de ruptura e inovação?

Foi assim que entendi o desafio que recebi da Fundação Bunge sob a forma de convite para preparar um seminário de dia inteiro com o titulo de “Consciência de Identidade e os Centros de Memória Empresarial”.

Foi um prazer e uma oportunidade muito legal de organizar as ideias sobre um dos temas fundadores do Branding e um dos mais difíceis e importantes da gestão atual: o tempo.

A Tecnologia de Informação e Comunicação inverteu a mão da flecha do tempo: Internet, celular, Google, Facebook trouxeram o futuro até nós; portanto, nós não vamos mais em direção ao futuro, é o futuro que vem até nós, nos surpreendendo despreparados para este presente incrivelmente criativo e cheio de possibilidades.

Este futuro que já se faz presente conecta de tal forma as unidades do nosso tecido social que ele ganha sensibilidade biológica, o que muda radicalmente a dinâmica da nossa sociedade e, consequentemente, dos mercados.

Nesta nova realidade, a história de uma empresa não pode ser apenas uma coleção de fatos e artefatos preservados para momentos importantes de celebração e para combustível de comunicação. Mas também um conteúdo que precisa ser relido e ressignificado a cada passo que a empresa dá em sua evolução (lembre-se que na história da humanidade já tivemos certeza de que a Terra era o centro do Sistema Solar e de que os índios eram os vilões) para que ela se conscientize/atualize sua identidade e se reconheça num determinado estágio, com determinadas crenças e competências, condições necessárias para interagir com sucesso e em tempo real com este futuro-presente tão sensível e ágil. (Neste momento vale lembrar a compreensão essencialista de identidade: resultado da interação da essência de um ser com as suas circunstâncias de espaço e tempo =história)

Na prática, estamos vivendo um “presente expandido” onde não há passado nem futuro e a empresa vive um permanente e veloz vir-a-ser, sem apego ao passado nem a uma visão de futuro. Por isso, assim como a memória tem que ser atualizada permanentemente, a visão do futuro, que em geral é uma aspiração, precisa se transformar numa crença, numa inspiração que dê alma e ação ao corpo da corporação.

Feito isso, a empresa estará em condições de se comportar como um sistema vivo, portanto, com todas as chances de interagir, aprender, influenciar e fazer sucesso neste mercado/sociedade do século XXI que a ciência moderna renomeou de ecossistema.

Não é por outra razão que o processo de instalação do Branding numa empresa tem no seu “Timeline de Contextos” uma das peças mais bonitas e gratificantes de fazer e de um impacto e eficiência extraordinários para a tomada de consciência de identidade.

Na próxima coluna, falaremos mais sobre o “timeline de contextos” de uma marca. Até lá.

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