Gestão humanista: desejada ou necessária?

Revista ESPM

A gestão humanista está relacionada diretamente à compreensão do que é uma empresa e do que é um ser humano.

Quem acredita que o ser humano é um produto do meio – família, escola, empresa e sociedade - com nenhuma capacidade critica sobre si mesmo e seu contexto; em geral também acredita que a empresa é um produto do mercado que, de maneira acrítica, deve entregar para seus clientes exatamente o que eles dizem querer.

Esta visão de ser humano e de empresa é extremamente conservadora do status quo porque não acredita nem estimula o pensamento crítico como ferramenta para inovação e evolução da pessoas, da organização, do mercado e da sociedade. Em geral, essas empresas são gerenciadas como máquinas onde o ser humano é apenas uma peça inerte da engrenagem manualizada. Podem ser muito eficientes mas dificilmente conseguem ter uma gestão humanista.

A outra visão parte do pressuposto de que tanto o ser humano como a empresa têm uma Essência que, interagindo com aqueles contextos, gera uma identidade própria e única, portanto capaz de criticar a si mesmo e seus contextos, provocando sua evolução. Essas empresas são gerenciadas como sistemas vivos, com alta capacidade de aprendizagem, aperfeiçoamento e inovação. Por se considerarem sistemas vivos e não máquinas, a possibilidade de terem uma gestão humanista é muito maior. A expectativa quanto aos seus empregados e parceiros é que eles se comportem como células vivas e sensíveis – e não como peças inertes de engrenagem- capazes de contribuir com críticas e sugestões para aumentar sua eficiência e competitividade.

Essas duas correntes de pensamento - empresa-máquina e empresa-viva - sempre existiram.

A novidade é que a tecnologia que automatiza, conecta e acelera os processos e nossos relacionamentos cria um cenário de mercado mutante por excelência onde a lei de Darwin impera e define a agilidade de adaptação ao novo ambiente como condição para a sobrevivência bem sucedida da organização. Neste cenário é vital entender a empresa como sistema vivo.

Não é por outra razão que a Fundação Nacional da Qualidade- FNQ apresenta uma nova definição de empresa no seu Modelo de Excelência de Gestão: “Empresa é um sistema vivo integrante de um ecossistema complexo com o qual interage e do qual depende.” De fato, uma máquina não aprende e não evolui, ao contrário de um sistema vivo que se define principalmente por sua capacidade de aprender, se adaptar e evoluir.

A conclusão é simples: quanto mais a tecnologia se instala em nossos processos e relações, mais o ser humano se torna importante para as organizações e a sociedade em geral.

Antigamente- tempos de pouca tecnologia- , valorizar o humano na gestão das empresas era uma virtude do gestor ou um cinismo corporativo que surgia embalado em festas de fim de ano ou em discursos institucionais. Hoje, considerar o humano na gestão passou a ser competência essencial para garantir o fator mais fundamental da competitividade e, consequentemente, da perenidade empresarial: a agilidade de adaptação (ou time to market).

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